Escreveu a Dra. Lourdes


A Dra. Lourdes nos enviou uma mensagem:

Boa noite, fico feliz que tenha um site preocupando-se com os Tradutores Juramentados porem um aparte meu, atualmente o ingles já perdeu o trono tão falado pois como Tradutora Juramentada e concursada pela JUnta Comercial, posso lhe dizer que o espanhol está no mesmo patamar que o ingles pois temos os paises limítrofes com o Brasil que necessitam e muito juntamente com as Universidades e exportações como importações, de Tradutores Juramentados dando a Fé Pública para regularização de todos os documentos.Dra. Lourdes Rodrigues

Quinze minutos depois, mandou a segunda, toda em caixa alta, talvez sem saber que as maiúsculas, na Internet, indicam os gritos.

BOA NOITE, EU REALMENTE ME INSCREVI NESTE SITE PARA PODER TER CONTATOS COM OUTROS TRADUTORES JURAMENTADOS MAS PARA MINHA SURPRESA, SÓ ESCREVEM TRADUTORES NÃO JUR. E SEMPRE EM BRINCADEIRAS QUANTO AOS PREÇOS E AS PESSOAS QUE DIZEM QUERER FICAR COM SEUS TRABALHOS.PARA MIM ISSO É PERDA DE TEMPO POIS GOSTARIA DE SER PROCURADA POR PESSOAS QUE NECESSITEM DA FÉ PÚBLICA E QUANTO AO DINHEIRO, CADA jUNTA COMESCIAL TEM A SUA TABELA DE TRADUTORES MAS TEM QUE SER JURAMENTADO.EU REALMENTE AINDA NÃO ENCONTREI NENHUMA COIS QUE ME PRENDESSE POIS O QUE QUERO É SER CONSULTADA PARA TRABALHOS E PODER TROCAR IDÉIAS COM TRADUTORES JURAMENTADOS.DRA. LOURDES RODRIGUES

Prezada Dra. Lourdes,

Aquilo que, para a senhora, é perda de tempo, para outros é um bom investimento. A maioria, a grande maioria, a esmagadora maioria dos tradutores destes Brasis não é, nunca foi nem vai ser TPIC e não é afetada pelas tabelas das diversas juntas e há tradutores de e para o português em diversos países deste mundo que, por morarem fora do Brasil, nem podem pensar em prestar concurso. Quer dizer, Dra., vastos são este nosso mundo e esta nossa profissão e não se pode limitar nossa profissão ao trabalho dos TPICs, por respeitável e respeitado que seja.

Aqui, nem a Kelli nem eu jamais nos propusemos a atender especificamente aos interesses dos TPICs, visto que nem ela nem eu jamais prestamos o concurso e, portanto, estaríamos lavrando em seara alheia. A senhora simplesmente bateu em porta errada e acabou entrando onde não queria entrar, o que certamente não é culpa nossa, embora seja lamentável. Mas a senhora se equivoca num ponto: muitos dos que comentam nossos artigos são TPICs, ou “juramentados” como diz a senhora.

Aliás, juramentada é a tradução, não o tradutor, pelo menos é o que me explica a diretoria da ATPIESP, a Associação dos Tradutores Públicos do Estado de São Paulo, que insiste em afirmar que o título ao qual a senhora adquiriu o direito por concurso é o de Tradutor Público e Intérprete Comercial, não de tradutora juramentada.

Quem sabe algum de nossos leitores TPICs pode lhe indicar o que a senhora quer, se é que existe. Se não existir, talvez a senhora mesma queira se encarregar de criar. Por que não?

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


4 Comentarios em "Escreveu a Dra. Lourdes"

  • Anonymous
    17/04/2009 (5:26 pm)
    Responder

    D.

    Oficialmente, sim. Sou tradutora pública no diploma de nomeação, somos todos no regulamento que rege o ofício. Mas, porém, todavia, contudo me parece que não há erro em dizer “tradutor juramentado”.

    Mas vou te contar que é um nomezinho muito do mal escolhido esse porque “tradutor público” também gera mil interpretações equivocadas: é funcionário público? o cliente não precisa pagar porque ele já tem salário no final do mês? pior, tem que trabalhar de graça para os órgãos públicos?

    Sei lá… tradutor oficial… credenciado… concursado… autorizado… poderia haver algo melhor!

    Bom final de semana.

    R.

  • Danilo Nogueira
    17/04/2009 (5:14 pm)
    Responder

    Discorde quanto quiser, Raquel, mas acho que sua nomeação é para Tradutora Pública e Intérprete Comercial. Vai lá e dá uma olhada. E, pese o que diz o Houaiss, é bom lembrar que nem tudo o que você faz é juramentado.

    Aqui em SP, o uso de TPIC é constante e comum. Tenho a impressão que no RJ idem. A ver se mais alguém se manifesta.

  • Anonymous
    17/04/2009 (5:10 pm)
    Responder

    Ooopa! Fui ao pai dos e-burros! O Houaiss manda consultor ajuramentado (sim!) que quer dizer “que prestou juramento”. Portanto, I beg to differ da diretoria da ATPIESP. Quem prestou juramento foi o tradutor, não a tradução.

    Isso me lembra dos intérpretes simultâneos que só faltam desmaiar se forem chamados de tradutores simultâneos porque intérprete fala e tradutor escreve. Mas vá convencer a torcida do Flamengo e do Corinthians juntas! Mais fácil ser chamado de tradutor e pronto! Afinal, você está ali traduzindo de uma língua para outra com a sua própria língua! 🙂

    Muito pior é chamarem o fone de ouvido de “tradutor”. Ontem eu estava pronta para começar a trabalhar na cabine de … interpretação… simultânea quando o mestre de cerimônias pergunta para a platéia: “Todos já pegaram seus tradutores?” Tive que rir! Me deu vontade de dizer ao microfone “não, ninguém pegou tradutor(a) nenhum e prefiro que nem tentem”!
    Raquel

  • Anonymous
    17/04/2009 (5:05 pm)
    Responder

    Dra. Lourdes,
    Eu sou tradutora juramentada (Danilo, não pode ser interpretado como “que prestou juramento”, será?) e leitora assídua do blog. Não sei de um forum específico de TJ, mas certamente há. De qualquer forma, não suma daqui para sempre. TJ é só um ramo da tradução. O que muda é imprimir em um papel timbrado, assinar e carimbar. Todo o resto é “ato tradutório” como qualquer outro. Sem falar que o blog aqui traz dicas preciosas para todo o entorno do nosso trabalho: atendimento ao cliente, questões contábeis etc e tal…
    Raquel


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