Falsos cognatos (2)

O colega Francisco Fabiano deixou um comentário, que discuto aqui, com alguns cortes para simplificar. O texto dele vai em itálico, os meus adendos em redondo.

Sobre falsos cognatos, registre-se também o Vocabulando, da Isa Mara Lando (que foi bastante ampliado recentemente).

O livro da Isa Mara Lando é essencial, mas sua tônica não são os falsos cognatos, mas sim aquelas palavras que são diabólicas para taduzir. É sempre a primeira fonte de consulta que abro.

O vetusto “Arte de traduzir” do Breno Silveira, que foi relançado em 2004, contém lista de falsos amigos em inglês e espanhol.

Sim, mas carece do tratamento que lhes dá o Agenor.

Há um livro do Ulisses W. de Carvalho que trata do assunto com qualidade. Nenhum supera o grande Agenor, que para tristeza geral não teve uma terceira edição. O livro se chama Dicionário das palavras que enganam em inglês, autor Ulisses Wehby de Carvalho, Editora Campus/Elsevier, 2004.

E eu que não sabia! Vexame.

Na bibliografia do Vocabulando há referência à obra 280 erros comuns na tradução da língua inglesa, de autoria de Ronaldo Alves de Oliveira, Ed. Edicta, 2004, que trata do tema (esse eu não conheço “ao vivo e em cores”, só a referência da Isa Mara).

Nem eu tampouco. Tem o Mascherpe e Zamarin, vetusto, também, que só se encontra em sebos. Deve haver outros.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


2 Comentarios em "Falsos cognatos (2)"

  • Bruno Costa
    16/07/2007 (2:49 pm)
    Responder

    Caro Danilo,

    consulto vez em quando o 280 erros comuns…, não é de pouca valia, não. Se quiser dar uma olhada algum dia, sinta-se à vontade para me pedir.

    um abraço

    Já o conhecia da TRAD-PORT, mas não sabia desse blog, interessantíssimo por sinal.

  • Anonymous
    20/11/2006 (7:42 pm)
    Responder

    O livro de Brenno Silveira traz um alista muito interessante de expressões empregadas no oeste estadunidense, entre elas “to bite the dust”, trduzida, é claro, como “morder o pó”…
    Falando em tradução literal, visitei a página Translation Journal e vi o pseudônimo de dois autores, Fire Ant e Worker Bee, o que me fez lembrar dessas traduções de documentários, tão espetaculres que doem no ouvido: “formiga-de-fogo”, o correspondente à nossa lava-pé, e – pasmem!- “worker ant” traduzida como “formiga trabalhadora”, que também é aplicado à abelha.
    Formiga-de-fogo ainda passa, mas não conhecer abelha/formiga operária, faça-me o favor…

    Stella Machado
    Juiz de Fora. MG


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