Linkedin, ATA e o trabalho grátis

O velho código de ética da ABRATES (que, posteriormente, deu lugar ao SINTRA e foi recriada posteriormente) proibia trabalhar grátis para quem pudesse pagar.


Acho essa disposição magnífica. O que tem de gente que pode pagar e arranja uma boa desculpa para procurar extrair tradução de graça não é pouca coisa. E, o que é pior, o que tem de tradutor inocente caindo nessas histórias também não é pouco.


Recentemente, me aparece a Linkedin, que diz que é uma rede de profissionais e o escambau, com o golpe do João sem Braço, uma “pesquisa” querendo saber quantos tradutores estavam dispostos a traduzir “por diversão” ou “em troca de um distintivo”. Deu o que falar, claro. A turma botou a boca no trombone e soprou forte.

O capítulo mais recente da noveleta é um ofício assinado pelo presidente da ATA, e endereçado ao presidente da Linkedin, soltando os cachorros no homem — e não sem razão. Leia aqui, e fique de olho nessa turma que pede serviço de graça. Às vezes, é uma ONG onde todos ganham bem, mas o dinheiro acaba na hora de pagar o tradutor. Outras vezes, é coisa pior ainda.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


1 Comentario em "Linkedin, ATA e o trabalho grátis"

  • Petê Rissatti
    01/07/2009 (6:49 pm)
    Responder

    É um despautério mesmo. Espero que haja o mínimo de respeito conosco e que o Linkedin se retrate. Seria o mínimo esperado.

    Abraço


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