Óscar Curros, Fundador da Óscar Curros Translations

O Óscar Curros, CEO e Fundador da Óscar Curros Translations, escreveu  em seu blogue sobre ABRATES e SINTRA, citando coisas que escrevi aqui.
Alguns colegas me perguntaram se eu não ia responder. Não tenho o que responder, oras! O Óscar Curros não me perguntou nada, só citou algo que escrevi. Meio picadinho, é fato, mas com o devido crédito. E deu lá suas opiniões, às quais tem todo o direito, como eu o tenho cá às minhas, que não são as dele, assim como as dele não são as minhas, se me faço claro. Não vou agora duelar com o colega mesmo porque não entendi bem o encadeamento das ideias, a começar pela referência ao Garganta Profunda, que me pareceu ter muito pouco que ver com o peixe.
De qualquer modo, o artigo me pareceu pouco mais do que uma tentativa velada de atrair gente para a IAPTI. Não faço, nem pretendo fazer, parte da IAPTI. Pode ser até uma entidade valiosa — pode até distribuir carteirinha válida no Brasil, como perguntou um colega numa das listas — mas certamente, sendo uma associação internacional, não teria como substituir nem SINTRA nem ABRATES, que nos representam em nível local. São coisas bem diferentes. Por exemplo, não me parece que a IAPTI, com todo seu valor, pudesse fazer algo sobre a estranha história do concurso para TPIC no Rio de Janeiro.
Alguns colegas também ridicularizaram o título de “CEO e Fundador da Óscar Curros Translations” que o Óscar atribuiu a si próprio, já que a Óscar Curros Translations parece ser tribo de um só ou muito poucos índios e um título tão altíssono, grandíloquo e sesquipedal pode parecer enganoso a alguns e megalomaníaco a outros.  Também acho meio exagerado, mas é a moda, agora e, evidentemente, direito dele usar, mesmo porque é pura verdade: o fundador é ele e certamente é ele quem apita.
Como eu ia dizendo, entretanto, é moda, agora, e conheço vários e várias CEOs, Diretores, Presidentes, Chairmen, Chairwomen, Chairpersons e Chairodiaboqueoscarregueatodoseles de empresas muito pequenas, que mal e mal comportam o chefe e uma recepcionista, se tanto. A Internet nos iguala a todos e permite a uma empresa microscópica se apresentar como se fosse uma grande multinacional. Pensei até em adotar para mim o nome de Vetusto e Venerável Grão-Nababo Geral das Traduções Nogueira, mas achei melhor desistir da ideia, embora continue preferindo “nababo” a “CEO”, que me parece antipático em português.
Sou a favor da liberdade de expressão e as opiniões do Óscar são bem-vindas, lembrando-se sempre que são as dele.
Por hoje, é só, que estou inundado de problemas. Amanhã, se estiver vivo, devo escrever sobre o debate da Casa das Rosas.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


10 Comentarios em "Óscar Curros, Fundador da Óscar Curros Translations"

  • Outro Anonimo
    01/02/2010 (2:44 pm)
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    Por que Abrates e Sintra não se unem numa mesma saleta minúscula, com uma só recepcionista, um só telefone, não em Copacabana, mas em São Cristóvão? Por que é preciso ser em um dos bairros da região mais cara de uma das cidades mais caras do país? Por que não Salvador ou Juiz de Fora?
    Considerando as atuações dessas entidades, até uma caixa postal estava muito bom. Com mais dinheiro disponível seria possível fazer mais.
    Como nos orçamentos domésticos, às vezes é mais simples diminuir despesas do que aumentar receitas. Uma entidade enxuta que, mesmo assim, consegue alguns resultados atrairia novos associados.

    • danilo
      01/02/2010 (3:03 pm)
      Responder

      Concordo plenamente. A ideia de que é necessário ter uma sede num local “bom” numa cidade importante é muito século vinte para o meu gosto. A turma da ABRATES é um pouco mais moderna — principalmente depois que se deram conta de que o Paulo Wengorski era perfeitamente capaz de fazer morando em Porto Alegre o que teria feito morando no Rio de Janeiro (ou em Boca do Acre). A ascensão do Paulo à Presideência e o fato de ele morar no RS são coincidências que devem ou deveriam ter feito muito para abrir os olhos das duas entidades para o fato de que o século 21 chegou faz um tempinho.

      Hoje, nada impede que o/a presidente da entidade more em Santa Distância do Bem Lá Longe e que, para fins jurídicos, a sede seja na sua residência (a sede da FIT é a residência do presidente) e a secretaria, com arquivos e quejandos, fique numa saleta de subúrbio compartilhada com a entidade irmã, rachadas as despesas.

  • Danilo Nogueira
    22/01/2010 (1:06 pm)
    Responder

    Por favor, leia meu comentário ao "desabafo" em http://tinyurl.com/yhsv638

    obrigado!

  • Anonymous
    22/01/2010 (2:01 am)
    Responder

    Danilo,

    Sinceramente, não dá pra se entusiasmar com o SINTRA. Trata-se de uma saleta minúscula no final da Rua da Quitanda com uma única atendente. Tive a desagradável surpresa de visitá-lo. Imagina você andar no solão do Rio toda a rua da Quitanda para, finalmente, conhecer o seu sindicato e se deparar com a realidade.

    Ao perguntar o que o SINTRA faz pelo tradutor, a única resposta é "o Sintra coloca o seu nome no sítio e oferece uma tabela sugestiva de preços". Tenha santa paciência, mas o SINTRA ainda precisa crescer para aparecer. Cobrar R$ 260,00 por ano para fazer isso é uma piada. Em todo o escândalo do Concurso para Tradutor Juramento do RJ, ele ficou caladérrimo e não moveu uma palha.

    A ABRATES pelo menos se agitou um pouquinho nesse episódio do famigerado concurso, realiza os congressos de tradução, faz lá sua prova de credenciamento e etc.

    Pronto. Desabafei.

  • Flávia
    21/01/2010 (1:37 am)
    Responder

    Esperando ansiosamente o post sobre a mesa-redonda/debate. 🙂 [2]

  • Jules
    20/01/2010 (7:45 pm)
    Responder

    Esperando ansiosamente o post sobre a mesa-redonda/debate. 🙂

  • Óscar Curros, translator and owner of Óscar Curros Translations
    20/01/2010 (6:55 pm)
    Responder

    Boa tarde, Danilo,

    Obrigado pelo artigo. Escrevi uma resposta no meu blog. Acho que realmente não me expressei bem, então deixo constar o meu esclarecimento: http://oscarcurros.blogspot.com/2010/01/resposta-ao-danilo-nogueira-concordo.html

    Atenciosamente,
    Óscar Curros

  • Mariana Curtolo
    20/01/2010 (1:34 pm)
    Responder

    Como CEO, poderia até criar um prêmio para tradutores: -And the Óscar goes to…
    Danilo, obrigada pela palestra do dia 15, no evento SBS. E que Deus continue abençoando os profissionais de TI!

  • silvia cobelo
    20/01/2010 (1:16 pm)
    Responder

    Amei CEO = Seu!

  • Bete Köninger
    20/01/2010 (10:29 am)
    Responder

    "Vetusto e Venerável Grão-Nababo Geral das Traduções Nogueira"
    Taí, gostei!Essa fez o dia começar com uma boa risada, Danilo!

    Mas sabe que um CEO bem dito nem é assim tão antipático? Pronunciado em bom português, vira o nosso "Seu" José.


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