Paga um e quer levar dois? – suplemento

caraca, mas converter um doc para pdf é a coisa mais simples do mundo, nao exige tudo isso nao, vc baixa de graça na net… afe

O que você leu acima é um comentário, deixado para o artigo Paga um e quer levar dois? A admiração de quem comentou demonstra que o artigo não foi bem escrito. Vou tentar de novo, a ver se consigo me fazer claro.

Converter um doc em pdf, de fato, é a coisa mais simples do mundo e eu converto para meus clientes sem esperar pagamento adicional. Aliás, minhas faturas para clientes estrangeiros vão todas em formato pdf: tenho um modelinho sem vergonha em MSWord, preencho com os dados corretos, converto em pdf e mando. Se você usar um OpenOffice, que é grátis, é só save as e acabou a história.

O problema é que, quando o cliente pede o pdf, está – sem o dizer – pedindo que o tradutor reproduza a formatação do original, tarefa que pode ser extremamente simples, e também exequível sem custo adicional, ou um verdadeiro pesadelo, para acomodar gráficos e figuras e texto nos lugares corretos e usar as fontes apropriadas, mais mil coisas que, na verdade, devem ser feitas usando um InDesign ou um QuarkXPpress, não o MSWord.

Manter a formatação do original quando se traduz um documento em MSWord é geralmente muito fácil, principalmente quando usamos programas de tradução assistida por computador. Se o cliente quiser o texto em pdf a conversão é simplicíssima. Mas receber um daqueles pdfs que reproduzem arquivos diagramados em QuarkXPpress por um profissional da editoração eletrônica e botar tudo em um outro pdf do jeitinho que estava é coisa para cachorro grande. Ou, ao menos, para um cachorro maiorzinho que eu.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


1 Comentario em "Paga um e quer levar dois? – suplemento"

  • Emilio Pacheco
    01/08/2007 (1:38 am)
    Responder

    Danilo, sugiro que você comente por aqui o assunto que já abordou em seu texto em inglês “The Language of Business Entities in Brazil”. De preferência com ênfase naquela questão de que muitas vezes “o certo” não soa bem para ouvidos brasileiros. Recentemente uma versão minha foi revisada e a revisora não entendeu por que eu usei “executive officer” para diretor e “director” para conselheiro no sentido de membro do conselho de administração.


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