Resposta: Como aprender a escrever 400 palavras…

Uma colega deixou o seguinte comentário

Tenho um comentário, […] uma opinião minha sobre um e-mail muito divulgado. […] Como aprender a escrever 400 palavras em Inglês em apenas um minuto…, etc. – (O resto vocês já conhecem.)

Conheço o e-mail, sim, e também uma versão em pps. É uma bobagem. Dá a impressão de que o autor descobriu a pólvora, quando não descobriu nada. Alem disso, dá a impressão de que é possível reduzir o aprendizado de línguas a meia dúzia de regrinhas, “dicas e macetes”. Não, não é, e você sabe disso. O que me surpreende é que continue circulando por aí, mesmo em listas de discussões de tradutores.

EN→PTBR |Tradutor profissional desde 1970.


1 Comentario em "Resposta: Como aprender a escrever 400 palavras..."

  • Anonymous
    02/12/2006 (7:45 pm)
    Responder

    Danilo:
    O dono do blog me respondeu, com muita educação, por sinal, que usou essa mensagem para despertar o interesse das pessoas que têm receio de aprender inglês. Assim, elas vão tomando contato com a língua e perdendo o medo. Agradeci e repondi:

    “Entendi sua intenção, sim, e lhe agradeço pela compreensão. Obrigada pelo toque, sem fazer trocadilho com “keep in touch”.
    O que receio é que as pessoas se deixem levar apenas por esse aspecto do vocabulário semelhante e depois desistam por causa da polissemia de um grande número de vocábulos ingleses.
    Sou exigente, mas comigo mesma chego a ser chata. Sabe o que acontece? A gente vê tanta coisa estranha nas traduções, tanta coisa meio incompreensível, principalmente na TV, — sem falar nos livros e periódicos — que começa a se policiar. Depois quero te escrever umas coisas que ando observando no português por influência de traduções e que não estão combinando bem com o espírito da língua.”

    Bem, ele se interessou, citou um exemplo de tradução que achou desrespeitoso, ouvido num filme, e quer que eu dê exemplos do que já vi. Então sugeri-lhe a criação de um post para comentar esses tipos de traduções.

    E quanto a “frequence”, não é que existe? Com emprego restrito.
    Até que entendo a intenção dele. Agora, uma pessoa que é intérprete nos Estados Unidos (o autor do texto) sugerir que se transforme cidade em city, velocidade em velocity, não está dizendo tudo.
    Há que se levar em conta a diversidade de fontes de onde jorrou a língua inglesa até ela chegar a esse blend esplêndido.
    Stella


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